Diferenças POS x TEF

No mundo das soluções de pagamento, POS e TEF são nomes bem conhecidos e distintos para bancos, adquirentes, fabricantes de software, desenvolvedores de sistemas e etc., mas essa informação não chega até o pessoal mais interessado nesse serviço: Os estabelecimentos comerciais. São eles que usam essas soluções no dia-a-dia e sofrem com essa falta de conhecimento. São milhares de estabelecimentos no Brasil aceitando vendas com cartão de crédito/Débito a todo o momento.

A verdade é que, se tais comerciantes soubessem a diferença entre POS e TEF e
entendessem a real finalidade de cada uma, escolheriam com muito mais propriedade o produto a ser instalado em suas lojas, a levar em conta organização, segurança das informações, prevenção contra fraudes, confiabilidade, estabilidade, tempo de processamento, custo X Benefício, Gestão e Conciliação.

Embora o serviço seja o mesmo; levar o “dinheiro” de lá pra cá, debitando-o da conta
do comprador e creditando-o na conta do vendedor, existe uma grande diferença no caminho que cada solução percorre para realizar essa tarefa.

Organização/ Gestão

POS : As maquininhas P.O.S (ponto de venda) ficaram famosas pela fácil utilização e mobilidade. A venda é feita por ela e pode ser impressa no mesmo aparelho. Basta digitar o valor a ser pago, inserir o cartão, colocar a senha e aguardar o processo.
Como toda e qualquer solução, existem os prós e contras.
Toda essa “independência” trouxe um problema grave de organização para o lojista.
A falta de integração com qualquer outro sistema de gestão, torna o controle de vendas falho, abre espaço para fraude interna, e os erros operacionais são frequentes, pois as informações são sempre inseridas de forma manual e esse conjunto de fatores normalmente acarreta em uma perda considerável de dinheiro no final do mês. A falta de organização faz com o que o lojista só perceba esses problemas depois de muito tempo. Existe estabelecimento perdendo dinheiro mês a mês e até hoje não percebeu.

TEF : Solução de pagamento que vem crescendo a cada dia e está ligado diretamente à
organização de uma empresa. Existem TEFs de todos os tipos, inclusive móveis (mobilidade). Os mais comuns são Pinpads ligado a cabo com um computador conectado na internet.
O TEF (transação eletrônica de fundos) funciona integrado com o sistema de gestão.
O sistema de gestão gerencia e organiza os produtos, estoques e vendas de um estabelecimento. O TEF cuida das vendas envolvendo cartão de Crédito/ Débito.
Quando uma venda é inserida no sistema e essa venda será paga com o cartão de
crédito, a solução de pagamento TEF é chamada automaticamente para realizar a tarefa. O TEF entra em ação e o seu trabalho é fazer a venda com segurança, rapidez e estabilidade, através do pinpad. Depois do processo concluído, o TEF entrega a venda realizada para o
sistema de gestão que imprime o comprovante para o comprador.
O TEF não tem comunicação com a impressora, não é ele quem determina onde deve
ser impresso ou de que forma deve ser impresso, por esse motivo, o TEF funciona com qualquer lei vigente, não importa se é cupom fiscal, NCFe, Sat e etc. Ele trabalha com todas as emissões e comprovantes de venda existentes, simplesmente porque quem manda imprimir é o sistema de gestão. Para isso, os dois programas devem estar integrados, certificados e atualizados.
As vendas são todas registradas no sistema, tornando o controle muito mais organizado.

Legislação ou obrigatoriedade

POS: O POS não está integrado com nenhum outro programa e por esse motivo não atende a legislação. O POS deveria apenas ser usado como Backup, quando o TEF estiver inoperante por falta de sinal de internet, por exemplo.
A falta de controle com as vendas feitas por este dispositivo abriu espaço para a criação dos TEFs.

TEF: Este modelo de solução de pagamento, nasceu muito antes de qualquer legislação. O TEF nasceu para dar ao lojista total controle sobre as vendas com cartão, garantindo maior
transparência, segurança e organização. Por este motivo, já que é uma solução mais completa, foi escolhida por muitos estados Brasileiros para ser a solução obrigatória em certos seguimentos comerciais. O TEF não nasceu para atender uma lei, foi o estado que escolheu o TEF.
Com o TEF instalado e integrado, toda a venda é registrada, informando a receita e
órgãos competentes sobre movimentação real do estabelecimento. O Lojista, usando o TEF, trabalha de acordo com a Lei.

Segurança de dados / fraude interna.

POS : sua transmissão de dados é aberta, via operadoras de telefonia. Este sinal pode ser
interceptado por criminosos à curta distância, como um notebook via Bluetooth, por exemplo. A maquininha física é fácil de abrir e ser adulterada. É muito comum ter clonagem de cartão nestes dispositivos.
Por estar avulsa, facilmente pode ser substituído por outro aparelho POS.
É comum, funcionários mal-intencionados, realizarem vendas por POS de terceiros ou particular, deixando de vender pelo POS da loja. Fazem isso porque percebem a falta de controle. O Proprietário nem sempre percebe a fraude.
Os POS necessitam da digitação de valores. Os erros são frequentes, para mais e para menos.

TEF : utiliza uma linha VPN fechada (rede de comunicação privada), protegida por criptografia visando a segurança dos dados transmitidos.
A comunicação é ponta-a-ponta por uma rota segura, tornando o processo mais rápido e
estável. O tempo gasto para concluir uma transação normalmente dura entre 2 e 5 segundos. O Pinpad é mais robusto e depois de sua instalação e configuração, não pode ser trocado por outro aparelho. Ele trava quando perde comunicação com a porta usb ou serial em que está conectado. É uma segurança para o dono do estabelecimento que, estando presente ou não na loja, terá certeza de que qualquer venda via cartão passará obrigatoriamente pelo TEF instalado e integrado ao sistema, evitando toda e qualquer tentativa de fraude.
No TEF o valor a ser pago é informado diretamente do sistema de gestão. Não é necessário digitar o valor na máquina. Não existe erro.

Multi adquirente

Adquirente é o nome dado para empresas (Cielo , Rede , Stone, etc.) que liquidam as transações financeiras por meio de cartão de crédito, comunicando com as bandeiras dos bancos emissores (visa, Elo , Mastercard, etc.)

POS: é mono-adquirente, ou seja, só funciona conectado a uma única rede adquirente. Cada adquirente tem a sua chave de criptografia e por esse motivo, caso o lojista tenha contrato com mais de um adquirente, terá de locar o serviço de outro POS, pagando o dobro.
EX: Uma locação para adquirente X, passando apenas os cartões aceitos por este adquirente e outra locação para o adquirente Y, passando apenas os cartões aceitos pela adquirente Y.

TEF : É multi adquirente. Por estar ligado a cabo diretamente configurado com a automação, pode ter quantas adquirentes o lojista quiser. Basta que o adquirente tenha homologação com o TEF. Se um lojista tiver 5 adquirentes e todas forem homologadas para trabalhar com o TEF, ele pagará apenas uma locação, porque precisará apenas de um pinpad.

Custo

POS : O serviço de POS tem o custo mensal avaliado entre R$ 70 e R$ 120. Valor por adquirente (unidade). A maquineta POS é locada à parte. Pode ser comprada pelo próprio estabelecimento.

TEF : O serviço de pagamento com VPN já inclusa vai de R$ 100 [1 caixa] a R$ 200,00 (3 caixas). O número de caixas é ilimitado, acrescentando-se valores por caixa adicional. Em cada caixa é possível ter quantos adquirentes quiser. A locação do PINPAD é cobrada à parte.

Conciliação

POS: Quanto mais adquirentes tiver o lojista, mais difícil o controle.
Normalmente o Lojista que usa POS, no final do mês, separa um funcionário para somar
todos os comprovantes de venda. É um trabalho maçante, que leva tempo e, que normalmente, não é exato. É comum perder comprovantes de venda, o papel perder a tinta e erros de digitação durante a soma. Por esse motivo, nem sempre o valor recebido pelo adquirente bate com o valor somado pelo lojista. Estamos falando de dinheiro, de todo um mês de trabalho, do lucro da empresa e também de uma perda considerável se não existir controle. A falta de conciliação, que é a comparação de vendas dos valores registrados em caixa com os processados pelo adquirente, torna a organização financeira inexistente.

TEF: Uma das grandes vantagens desta solução de pagamento.
Tudo está registado no sistema. É fácil verificar valores e somas no final do mês.
Outro ponto forte, é que praticamente todo o TEF vem acompanhado de um potente
conciliador, normalmente cobrado à parte, mas que vale cada centavo, pois garante qualidade no resultado, não ocupa um funcionário para a tarefa e não se perde tempo verificando comprovantes.
O Conciliador é uma ferramenta para evitar perdas, não para obter lucro. Com ele, você
terá uma planilha financeira completa e o resultado de todo um mês de vendas em menos de 15 segundos, centavo por centavo. Ele organiza venda por venda e compara o valor recebido pelo adquirente, emitindo relatórios de todos os tipos.
Quando ele encontra inconsistências, cria um relatório específico para estes casos,
tornando o processo de verificação e resolução muito eficaz. É mais fácil resolver pendências com adquirente, usando um conciliador. Essa ferramenta foi criada para facilitar a vida do lojista e do adquirente, já que todos os dados da venda estão registrados.
Hoje em dia, a grande maioria dos conciliadores funcionam na nuvem, não necessitando
de instalação, e o lojista pode acompanhar o seu movimento de cartão de qualquer dispositivo móvel com acesso a internet.
Empresas organizadas usam sempre a melhor solução de pagamento, normalmente
acompanhada de um conciliador.

Fonte adaptado: www.ntk.com.br